segunda-feira, 7 de junho de 2010

guerra colonial

A Guerra Colonial de Portugal com as ex-colónias de Angola, Moçambique e Guiné, teve início em 1961 em Angola e espalhou-se a Moçambique e à Guiné nos anos seguintes. Foi desencadeada pelos respectivos povos, para lutar pelo direito à auto determinação e independência e só terminou em 1974, com a revolução portuguesa do 25 de Abril e com a restauração da Democracia em Portugal. Juntamente com as três ex colónias acima referidas, obtiveram a sua independência, também as colónias de S.Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Agora irei entrevistar um ex-combatente da guerra colonial.

P: -Em que colónia portuguesa prestou serviço militar?
R: -Prestei serviço militar em Moçambique.
P: -Em que ano foi para essa colónia?
R: -Fui mobilizado em 1968.
P: -Que idade tinha?
R: -21 anos.
P: -Quanto tempo lá permaneceu?
R: -1 ano.
P: -Esses lugares eram zona de guerra?
R: -Sim. Eram zonas de guerra.
P: -Participou nalguns combates?
R: -Não porque fazia trabalho de retaguarda no aquartelamento.
P: -Havia muita diferença entre o armamento e o equipamento dos portugueses e o dos guerrilheiros?
R: - Alguma, enquanto os portugueses tinham armamento ligeiro e antigo, os guerrilheiros tinham armamento mais moderno fornecido por outros países.
P: -O que o impressionou mais na guerra colonial?
R: - O que mais me impressionou foi a pobreza extrema em que vivia o povo de Moçambique e o fraco desenvolvimento que os portugueses tinham feito ao longo dos séculos que permaneceram em Moçambique.
P: -Acha que a participação na guerra colonial influenciou a sua vida futura?
R: -Sim. Influenciou a minha maneira de pensar, pois comecei a pensar de outra maneira nos problemas do ultramar. 
entrevista feita a Marcial Pardal de 67 anos.

elaborada por Pedro Pereira
Disciplina: TIC


Nome: Diogo Branco e Silva Caeiro

Idade: 42 anos

Profissão: Advogado



Pergunta: Gosta de ser advogado?

Resposta: Bom, não gosto nem desgosto é o meu trabalho mas tento ao máximo aproveitar.

P: Há quanto tempo é advogado?

R: Há 17 anos, aproximadamente.

P: Gosta da sua profissão?

R: Gosto muito.

P: Requer muito trabalho ser advogado?

R: Dependendo dos casos. Em geral sim.

P: Trabalha sozinho?

R: Não, trabalho com mais dois colegas.

P: Tem o seu próprio escritório?

R: Sim, é onde faço a maior parte do trabalho.

P: Como é a vida de um advogado?

R: Difícil, chego a ter de trabalhar noites inteiras. Mas também há os dias de descanso

P: Os melhores?

R: Claro.





Diogo Caeiro nº3

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fisioterapia

Nome completo : J.L.S.R.O.B                         Idade : 40
Pergunta 1 : Como é que lhe ocorreu a ideia de ser fisioterapeuta ?      R: Eu sempre quis , algo ligado á saúde , foi então que me surgiu a ideia de ser enfermeira ou fisioterapeuta. No mesmo ano concorri para os dois cursos , tendo entrado nos 2, foi ai  que obtei pela fisioterapia pois era  uma profissão muito abrangente e gratificante como ser humano. 

Pergunta 2 :  Gosta da profissão que têm ? Porque ?      R: Sim , pois tendo á mão diariamente ao proximo , ajudando-o nas suas dificuldades e ou incapacidades.

Pergunta 3 : Há quantos anos é fisioterapeuta ?           R: Há 17 anos

Pergunta 4 : Têm algum episodio marcante como fisioterapeuta ?   R: Sim , numa unidade de cuidados intensivos , com um menino de 6 anos, vitíma de acidente acabando por falecer.

Pergunta 5 : Faz fisioterapia ao domicilio ?  R: Sim

Pergunta 6 : Qual a área da fisioterapia que mais gosta ?  R: Na área neurologica , pois é uma área em que á muito a fazer .

Trabanho realizado por : Luis Filipe de Oliveira Bravo
Nº 12
                                   

Entrevista a Miguel Poeira


Nome completo: Miguel Filipe Calvino dos Santos Poeira


Idade: 17 anos



Há quanto tempo jogas basquete?

Jogo basquete há 4 anos.

Jogas em que clube? E por que escalão?

Jogo no GDRAR (Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende). O meu escalão principal é Júnior mas também faço parte da equipa sénior deste clube.

Que títulos já conquistaste esta época?

Esta época o meu clube conseguiu pela primeira vez apurar-se para a CNB2 no escalão sénior, também vencemos alguns torneios, nomeadamente em Espanha, para os quais somos anualmente convidados.

Porque começaste a praticar este desporto?

Comecei a praticar este desporto por incentivo de alguns colegas de turma que também tinham ingressado na modalidade há pouco tempo e pelo Professor Luís Francisco, que para além de meu professor de geografia, veio-se a tornar meu treinador.

Treinas quantas vezes por semana?

Treino entre duas a três vezes por semana.

Jogas com que frequência?

A regularidade dos jogos depende das provas que estão a decorrer, mas normalmente jogo um ou dois jogos por fim de semana.

Vês o basquete apenas como um hobby ou pretendes uma carreira enquanto jogador?

Vejo o basquete como um hobby, porque sei que nunca farei uma carreira como um jogador profissional.

Aconselhas a prática deste desporto? Porquê?

Aconselho a prática deste desporto, que ao contrário do que a maioria das pessoas que não o conhecem pensam, basquete não é um desporto “de meninas”. O basquete é um desporto para pessoas inteligentes e de raciocínio rápido. Mas, o mais importante é o ambiente que se cria dentro de um pavilhão enquanto decorre um bom jogo de basquete, em que ambas as equipas se debatem até ao último segundo, fazendo com que o público presente se empolgue e se faça ouvir em cada jogada, incentivando a sua favorita. E quando se pratica esta modalidade num clube como o GDRAR, mais importante que o número de vitórias e derrotas é que todos os resultados são vividos numa união fortíssima criada na família GDRAR, da qual tenho orgulho de fazer parte.

Trabalho realizado por: João Poeira nº10

Exclusão social


  • Acha que no seu país existem muitas pessoas "excluidas da sociadade" devia à sua cor , raça ou outros factores ?
       - Sim , sem dúvida alguma . Muitos são os exemplos apresentados hoje em dia relacionados com pessoas de raça, cor , orientação sexual e religião diferentes.


  • O que deveria ser feito para combater esta exclusão social ?
       -Como todos nós gostamos de ser respeitados , o principal para que tal aconteça é respeitar também os outros . Independentemente de caracteristicas que nos distingam uns aos outros . Afinal , todos iguais , todos diferentes.

  • Qual o factor que contribui mais na sua sociadade , para que exista exclusão social ?
         -Um dos principais factores é o estatuto onde se enquadra a pessoa. Muitos são aqueles , que somente por não terem possibilade de ter uma casa , ou condições que os possibilitem de ter uma vida melhor , são discriminados e passam a ser tratados e visto de forma difererente.

Entrevista de Ténis


Nome: Pedro
Idade: 24
Profissão: Agora, professor de ténis e treinador de futebol

1- Que tipo de ténis se devem utilizar para piso rápido e piso lento?
R.: Aqui temos de dividir em piso rápido e terra, mas também em relva. Sei apenas que o calçado para terra deve ter a sola geralmente azul e deve ser de borracha estriada, para não deixar entrar a terra a fim de teres uma boa aderência e de assegurar um bom deslizamento.
Para piso rápido, a sola é geralmente cinzenta e deve ser uma sola mais rígida e deslizante, para evitar os bloqueios.
Os ténis para a relva, têm geralmente sola branca, na relva não te sei dizer mais, só mesmo a cor que deve ter a sola.


2- Do que depende a raquete de um jogador?
R.: Vamos lá ver, uma raquete para ser boa, não pode apenas ter as melhores cordas do mundo. Depende das cordas, claro. Existem diferentes tipos de cordas:
Cordas que geram mais "spin", isto é, têm mais saída, outras que têm mais durabilidade, outras que são cordas que geram "controle" e outras ainda em que são acima de tudo confortáveis. Não significa que não pode haver uma corda que tenha mais de uma ou mesmo duas destas características, mas pronto. De referir que quando mandas encordoar a tua raquete, podes pedir diferentes tensões. Quanto maior a tensão, maior o controle e menor a saída, e vice-versa.
Outra coisa são as características da raquete, normalmente estas são definidas logo à priori se vires que uma raquete tem a cabeça maior ou menor em relação a outra. Raquetes com uma cabeça pequena, têm sempre mais controle do que "saída" ou "spin" gerado logo com menos esforço, raquetes com uma cabeça mais larga, têm maior saída mas menos controle. Claro que depois podes combinar, por exemplo, se tiveres uma raquete com uma cabeça enorme, e achares que tás a ter mt pouco controle com aquilo, bem podes pedir para te meterem uma corda que te gere controle e que tenha uma tensão a rondar os 28 no máximo.



3- Qual e diferença entre um piso rápido e um piso lento?
R.: Na relva (piso rápido) o ressalto é mais baixo mas as bolas levam mais velocidade, o que comprova isso é o facto de o slice ser uma pancada excelente para utilizar em relva, bem como pancadas bem chapadas e com pouco spin se possível. Terra é a superfície mais lenta, mas o ressalto é o maior de todos, no hardcourt o ressalto também é alto, mas menos que em terra, em carpete é mais rapido que hardcourt mas o ressalto é ligeiramente menor.
O hardcourt é a superfície que aquece mais e onde há as maiores amplitudes termicas, principalmente o mesmo característico dos campos norte americanos. Na terra batida por exemplo, a bola é mais rápida quando está mais calor, e por sua vez escorrega mais, já quando chove, fica menos escorregadio mas mais lenta a bola.




4- De que fibra devem ser feitos os equipamentos dos jogadores profissionais?
R.: Geralmente as roupas para o ténis, são compostas por materiais como o algodão ou outras fibras sintécticas como o polyester que é produzido através do petróleo etc. Acima de tudo, deves utilizar polos que absorvam a transpiração. E claro, calções com bolsos, sempre.




 5- Porque optou por dar aulas de ténis?
R.: Optei por dar aulas de ténis, porque primeiro, é um desporto que sempre me fascinou e visto que tinha muito tempo livre, optei por dar aulas.











6- Sei que dá aulas de outras modalidades, quais?
R.: Para além do ténis, também sou treinador de futebol.


7- Qual prefere?
R.: Nenhuma das duas, gosto de ambas.


8- Conte-me uma história engraçada que lhe tenha acontecido nas suas aulas de ténis.
R.: Bem, assim derrepente, só me lembro quando um aluno que era recente, e tinha, penso que 13 anos, conseguiu mandar as 24 bolas de ténis que tinhamos para fora do campo. Claro que depois as foi apanhar, mas as bolas foram para um campo cheio de erva e arvores o que dificultou a procura. Mas mesmo assim, mandar 24 bolas para fora... é obra.

Trabalho realizado por: Diogo Pitera, nº4                             

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entrevista a Florival Pinto



Entrevista a Florival Pinto (Director Geral da DAMOVITA - Residência Sénior)




Nome completo: Florival António C Pinto

Idade: 43

João Pinto: Como surgiu esta ideia de criar um lar de idosos?

Florival Pinto: Trata-se de um projecto que vinha sendo desenvolvido há alguns anos, amadurecido, com vista a dar resposta à carência de camas neste sector na região Alentejo.

JP: Quer-nos falar um pouco do lar de idosos?

FP: Inicialmente foi projectado para 45 camas. Em 2009, com a afectação de uma parte da área de internamento a outra valência, o lar foi reduzido para sete camas, em quartos individuais.

JP: Foi fácil criar uma instituição deste tipo ou custou-lhe muito do seu tempo?

FP: Não. Estes processos nunca são fáceis, pois a legislação nacional é muito exigente.

JP: Quanto a custos e despesas é fácil a manutenção e aquisição dos materiais para uma unidade deste tipo?

FP: O mercado global dispõe hoje de uma vasta gama de materiais para este sector. Em Portugal a oferta é muito satisfatória e, pontualmente, se necessário, podemos sempre recorrer ao mercado espanhol, que coloca os produtos em Portugal em 24 horas. É preciso saber comprar, conhecer muito bem o mercado, para poder fazer um controlo de custos que é indispensável neste sector.

JP: A equipa desta unidade é composta por quantos elementos?

FP: São cerca de 30 elementos fixos. Desde de administrativos, médico, enfermeiros e auxiliares.

JP: Qual a lotação máxima actual?

FP: Como já tive oportunidade de responder são 7 camas em lar e 30 numa outra valência.

JP: Encontra-se lotado?

FP: A taxa de ocupação é sempre elevada, reflectindo a carência de camas na região..

JP: Qual o preço e a forma de admissão nesta residência sénior?

FP: O preço varia em face do grau de autonomia do utente, de acordo com uma tabela aprovada.

JP: Há quanto tempo se encontra em funcionamento?

FP: Desde o dia 16 de Fevereiro de 2009.

JP: O sucesso até hoje obtido valoriza o esforço feito?

FP: Ver a evolução dos nossos clientes e termos a certeza da qualidade de cuidados que lhes proporcionamos é seguramente a melhor recompensa para o nosso esforço.





Muitos agradecimentos a Florival Pinto e a toda a equipa da Residência Sénior de Aguiar


João Pinto nº11 9ºB
Agricultura

Vou tentar transmitir alguns conhecimentos sobre a agricultura, através de uma intervista ao meu pai que é agricultor.





Henrique Sardinha, 41 anos agricultor á 10 anos fala-nos do seu ofício:



‘’Inicialmente comecei por cultivar flores de corte (cravos, cravinas, gerberas), depois passei para as hortícolas (espinafres, nabiças, salsa, hortelã e coentros). Presentemente só cultivo coentros.’’

‘’Trabalho em media 8 horas diárias nas minhas estufas numa quinta perto de Évora, onde moro.’’

‘’Para se conseguir bons níveis de quantidade e qualidade é necessário investir em infra-estruturas (estufas) e mecanização para melhor produção’’

‘’O processo de cultivo inicia-se com a preparação do terreno da estufa, que é mobilizado com o tractor para que fique bem esmiuçado, depois é aplicar um adubo e em seguida é semeado com a ajuda de um semeador em linha para que a semente fique distribuída uniformemente. Após a germinação das plantas são aplicados produtos agroquimicos para prevenção de doenças e pragas. Por fim quando as plantas atingirem o estado vegetativo desejado é efectuada a colheita mecânica, embalamento e distribuição. ‘’



Trabalho realizado por:
Pedro Sardinha nº19





Intrevista a uma Pre-Educadora de Infância


Nome: Cátia Sofia Afonso Brás                                                                          Idade:23 anos


-Porque optou por ir para o curso de Educadora De Infância?

Optei em ir para este curso porque, apesar de gostar de crianças o desenvolvimento delas é fascinante acompanhar.

-Gosta deste curso? Porque?

Gostei, pelas razões que já lhe dei em cima.

-Em que ano anda no curso de Educadora De Infância?

No 4ºano, o ultimo.

-Gosta de trabalhar com as crianças?

Adoro.

-O que faz com elas?

Brinco com elas pois é a brincar e a fazer experiencias que se aprende. Também fazemos projectos, onde as crianças se encontram envolvidas e aprendemos imensas coisas com elas.

-As crianças dão-lhe muito trabalho?

Muito, sem trabalho não alcançamos os nossos objectivos e é preciso criar um bom ambiente educativo.

-Qual é o seu emprego de sonho?

Neste momento é este, Educação De Infância. Mas alguns anos atrás era arquitectura.

-Esta a estagiar? Onde?

Sim. No jardim-de-infância do Bacelo.

-E gosta desse local? Porque?

Sim. O ambiente é agradável.

-O que faz nos seus tempos livres?

Neste momento tempos livres são poucos. Mas gosto de passear, ir às compres e estar principalmente com os meus amigos.

-Nesses tempos livres preparam “aulas” para as crianças?

Aulas ?! Não dou aulas as crianças . As aulas são para os professores , mas tenho de fazer planificações semanais e diárias, onde está incluído a rotina das crianças.



-Que conselho daria às pessoas que quiserem ingressar nesse curso ?

Que é necessário gostar e admirar as crianças

-Como encara o futuro, pensa que será fácil ou difícil arranjar emprego?

Penso que o futuro vai ser difícil, no sentido de arranjar emprego na minha área. Existem muitos educadores a concorrer ao público e os privados já sabemos como muitos conseguem entrar.

-Está preparada para a vida itinerante?

Bem, acho que preparada nunca vou estar, no momento logo penso mais nisso.

-Durante os estágios já se deparou com alguma situação complicada? Qual ?

Uma situação que se diga complicada, não. Mas já tive algumas situações onde as crianças se mostram carentes afectivamente e financeiramente.

-Tem alguma história engraçada a contar?

Sim , durante os longos 4 anos em contacto com crianças de jardim de infância e creche, existiram vários acontecimentos/momentos engraçados.

Lembro-me de um projecto que fiz com as crianças do J.I, projecto esse sobre os bichos.

O projecto surgiu do interesse dos meninos , que apanhavam todos os bichos que encontravam para dentro dos copos de plástico e dentro dos bolsos dos bibes.

Um certo dia, quando as crianças regressaram à sala, vindos do exterios/recreio, todos sentados na área de grande grupo, um menino começou a gritar e a sacudir a mão. Pensei que alguem o tivesse pizado, mas afinal era uma formiga grande de cabeça vermelha que o estava a morder no dedo. Quando observei o dedo da criança tinha a marca da dentada com gotinhas de sangue.

Elsa Inês Afonso Brás 9ºB nº5

Entrevista a Catarina Salvador


Quais as suas recordações de infância?
Uma das principais recordações que tenho desses tempos é de nascer o meu irmão e cuidar dele aos 11 anos. Era quase como se fosse o meu boneco… Foi uma boa experiência, de tal maneira que a certa altura ele preferia estar com ele, que eu lhe escolhesse a sua roupa para a escola, de passear com ele, naturalmente porque tinha mais paciência para ele.  Lembro-me também de aprender a andar de bicicleta sozinha aos 11 anos. Além disso acabou por me ajudar com os meus futuros filhos. Um dia, quando ia às compras caí e esfolei o cotovelo, mas mesmo assim continuei o meu caminho e quando cheguei a casa tratei da minha ferida sem que os meus pais alguma vez soubessem. Pode se dizer que sempre fui um pouco maria-rapaz. Lembro-me de alguns colegas, que às vezes vejo e de algumas visitas de estudo. Também tenho algumas más recordações, como a minha professora de 4º ano, que nos batia constantemente. Por vezes chegava a casa e tinha a cabeça repleta de “galos”. Essa situação também se devia ao estado de saúde frágil da professora e à relativa que as professoras gozavam, algo que já não acontece hoje em dia. Outra coisa que me lembro é da partida e chegada do meu tio para a Angola, a propósito da Guerra Colonial. Recordo-me dos comportamentos dele, da forma estranha, distante e evasiva com que falava, com que se mexia. Isso contrastava bastante com a nossa, natural, alegria (até chegámos a dar uma festa com os nossos vizinhos), até porque, como se sabe, muitos não voltavam... A única maneira que tínhamos de ouvir notícias dele era através do rádio e de cartas. Mas, com o tempo, o meu tio acabou por voltar ao normal. Ainda a propósito da partida do meu tio, recordo-me da quantidade de gente que lá estava.     
Quais acha que são as diferenças do seu tempo para hoje?
Eu penso que no meu tempo, não querendo cair na tentação de recorrer ao chavão do costume e dizer que “no meu tempo é que era bom”, as pessoas eram mais próximas, ajudavam-se mais, talvez por terem menos dinheiro e, por isso, menos ambição… Em termos de ensino, por exemplo, acho que antigamente os professores tinham o trabalho mais dificultado porque algumas turmas em que estive tinam qualquer coisa como 38 alunos e, inclusivamente, alguns professores tinham que leccionar às 4 turmas da primária!

Entrevista à Prof. Helena Quadrado

Nome: Helena Quadrado
Idade: 45 anos
Profissão: Professora de Francês
1- Há quanto tempo da aulas?
Comecei em 1986, por isso há 24 anos.
2- O que fazia antes de dar aulas ?
Estudava na Faculdade de Letras da Universidade Classica de Lisboa.
3- Tinha quantos anos quando acabou o curso ?
Tinha 22 anos.
4- Em quantas escolas já deu aulas ?
Já trabalhei em 7 escolas ( contando com a André de Resende), Escola Secundaria Severim de Faria, Escola Secundaria Gabriel Pereira, entre outras…
5- Podia-me contar uma historia engraçada enquanto professora ? E uma historia triste ?
Lembro-me de uma minha aluna de 10º ano se ter suicidado e de eu me ter culpado por não ter percebido que aquela pessoa precisava de ajuda. Uma história engraçada foi quando um dia estava na sala de professores da Severim de Faria e os meus colegas me disseram para ir a janela ver o que me estava a fazer ao carro e eis que vejo 4 alunas com um balde de agua, detergentes e esponjas a lavarem-me o carro. Adorei !
6- Quantas viagens já fez?
-
Não me recordo do numero de viagens mas sim os países: Áustria, Cuba, Espanha, Estados Unidos da América, Eslováquia, França, Holanda, Hungria, Índia, Inglaterra, Irlanda, Itália, Hong-Kong, Macau, Marrocos, Polónia, Republica Checa, Tailândia, Tunísia, Turquia e Nepal

7- Já teve alguma divergência com algum colega de trabalho ?

É engraçado mas acho que nunca tive nenhuma divergência embora nem sempre concordemos uns com os outros. Desde que haja respeito mútuo haverá sempre entendimento.
8- Nunca pensou em tirar outro curso ou ter outra profissão ?

Sim, claro. Acho que repórter deveria ser o máximo mas também acho o trabalho de adido cultural muito interessante.
9- Quando era da nossa idade sonhava ter que profissão?
No 9º ano estudei na escola Severim de Faria na área de Saúde porque sonhava ser médica. 

                                                     Jéssica Gil   nº7

Entrevista sobre: profissão

Entrevista sobre: profissão

Nome: Maria Paula Duarte
Idade: 42 anos
Profissão : professora da primaria
Gosta da sua profissão?
Sim, sempre foi o que quis ser.
Porque decidiu ter essa profissão?
Porque desde pequena que queria ser professora do ensino primário
Tem bons alunos?
Sim, uns melhores uns piores.
Comportam-se bem?
Nem sempre.
Nunca pensou que gostaria de ter outra profissao?
Sim mas fico feliz por ser professora.
Como avalia a evolução que houve no ensino?
A evolução não foi muita, pois cada vez as crianças são mais mal comportadas
As coisas deviam mudar em que sentido?
Os alunos deviam ser mais bem comportados.
Maria Beatriz 9ºB

Entrevista a uma educadora de infância

Nome: Ana Paula Nogueira Veladas Geadas

Idade: 44 anos

1. Qual é a profissão que tem?


R: A minha profissão é educadora de infância.


2. Gosta da profissão que tem?


R: Sim, gosto da profissão que tenho.


3. Como surgiu a ideia de ser educadora de infância?


R: Esta ideia surgiu por gostar muito de crianças.


4. Há quanto tempo exerce a profissão?


R: Já exerço esta profissão há 17 anos.


5. Em que jardins de infância já trabalhou?


R: Só ainda trabalhei na Associação da cresce e jardim de infância.


6. Sente-se realizada a nível profissional?


R: Sim, sinto-me realizada.


7. Sempre quis ser educadora de infância? Se não fosse que outra profissão gostaria de ter?


R: Não, queria ser secretária.


8. Que actividades faz no dia-a-dia com as crianças?


R: Neste momento não faço nenhuma, mas normalmente na profissão que tenho faço desenhos, leio histórias, etc.


9. Por que situações difíceis/problemáticas já passou?


R: Já tive numa turma gémeos que tinham problemas.


10. O que faz nos tempos livres?

R: Nos tempos livres navego na Internet, passeio e faço compras.









Trabalho realizado por :


Ana Geadas, nº 1
Entrevista de professora

Idade: 45Anos
Nome: Fátima Lopes

1. Há quantos anos é professora?


Sou professora há 22 anos, terminei o curso em 1987.



2. Quando decidiu ser professora?

Apesar de ter boas notas a todas as disciplinas, sempre gostei de mais da área de línguas do que da área de ciências. Por isso, no secundário fui para Estudos Humanísticos. Decidi que queria ser professora nessa altura. Sempre gostei de brincar a”ser professora” e, como a minha mãe também era professora, achei que era uma boa escolha.



3. Quantas aulas dá por ano?

Não sei quantas aulas dou por ano… Depende dos anos…

Este ano dou 9 horas de aula por semana. As restantes horas do meu horário são passadas na Biblioteca da minha escola, uma vez que também tenho o cargo de professora Bibliotecária.



4. Que faz na sala de professores?

Na sala de professores converso com os meus colegas (comentamos varias situações que se passam na escola e fora dela). Gostaria de poder também trabalhar lá, preparar aulas… mas como não há condições para o fazer, o restante trabalho tem que ser feito em casa…



5. Gosta mais de dar aulas de português ou de francês?

Prefiro o português porque os alunos mostram-se mais interessados e participativos. A língua francesa tem vindo a perder importância ao longo dos anos e a maior parte dos alunos não gosta muito.



6. Tem havido muitas mudanças no ensino?

Tem havido mudanças que têm a ver com as alterações na sociedade. Os alunos têm muitos interesses fora da escola e a escola deixou de ser atractiva. A figura do professor já não é olhada com o respeito que merece. Alem disso, toda a carga burocrática que faz agora parte da profissão rouba tempo para o que deveria continuar a ser essencial - ensinar os jovens.



7. Conte-me um caso complicado que já tenha presenciado.

Há sempre casos complicados que muitas vezes têm a ver com as historias complicadas de a vida de alguns alunos. Além desses, lembro-me de uma vez ter tido um aluno que teve um ataque de epilepsia na sala de aula. Como estava em início de carreira e porque não tinha sido alertada para a situação, foi algo complicado mas tudo se resolveu.

Situações divertidas também tem havido muitas, felizmente. São sobretudo situações de aula (comentários, trocadilhos, etc.) que nos fazem rir na hora em que se passam.



8. O que faz nos tempos livres?

Nos tempos livres gosto de ler, estar no computador sem ser para trabalhar, passear…



9. Se pudesse, mudava de profissão, para qual?

Se pudesse, mudava de profissão. Por aquilo que disse anteriormente, a profissão de professor, na minha opinião, já não é gratificante como era. Se pudesse voltar atrás, sabendo o que sei hoje, talvez tivesse enveredado pela área da saúde (medicina, talvez).



Nuno Lopes Nº17 9ºB

Entrevista sobre COLUMBOFILIA

Nome: Maria Inês Serra
Idade: 14 anos


1-Quantos pombos tem?
Tenho cerca de trinta e quatro pombos.
2-Á quantos anos tem pombos?
Tenho pombos “desde que nasci”.
3-À quantos anos pratica este desporto?
Pratico este desporto à cerca de um ano.
4-Qual é a parte do corpo que mais gosta do pombo?
A parte do corpo que mais gosto do pombo é sem dúvida os olhos.
5-Faz concursos com os pombos (correios)?
Sim, faço.
6-Já alguma vez ficou em primeiro lugar?
Não, mas já fiquei em segundo lugar.
7-Enquanto cria os borrachos (pombos correio bebés) qual é a fase que gosta mais?
A fase que gosto mais enquanto crio os borrachos é a fase da adução, ou seja a parte em que os habito-o ao pombal, a parte em que eles deixam de depender dos pais e que arranjam um território só deles e têm que o defender, a parte em que os pais lhe deixam de dar comida e eles têm de aprender a comer sozinhos, mas principalmente a parte em que começam a querer acasalar.
8-Que quantidade de comida comem por dia?
Os meus pombos comem por dia cerca de 450 gramas, mas no dia antes do concurso comem cerca de 700 gramas.
9-Quantos tipos de concurso existem?
Existem três tipos de concurso: os de velocidade são de 150 quilómetros a 300 quilómetros; os de meio fundo são de 300 quilómetros a 500 quilómetros; os de fundo são de 500 quilómetros a 800 quilómetros; os de grande fundo são de 800 quilómetros a 1100 quilómetros ou até mais.
10-Os seus pombos treinam durante quanto tempo por dia?
Os meus pombos de manhã voam 30 minutos e à tarde voam 30 minutos, ou seja cerca de uma hora por dia.
11-Porquê esse interesse pelos pombos correio?
Este interesse deve-se ao meu pai ter pombos desde a minha idade (quatorze anos), e eu toda a vida lidei com pombos, então esta paixão surgiu assim.




Trabalho elaborado por:
Maria Serra nº 15

Entrevista sobre Biologia Marinha















Nome: Inês Manuel Cabaça Monteiro    Idade: 21 anos

1. Porquê Biologia Marinha?

“Porque o Oceano sempre me fascinou.”

2. Gosta desta área?


“Claro!”


3. O que é que se faz nesta área?


“Investigação, trabalho de campo e essencialmente trabalho directo com as espécies.”


4. Como foi o seu primeiro dia de trabalho?


“Foi entusiasmante e muito bom.”


5. Em que sítios trabalhou?


“No laboratório de ciências do mar, em Sines.”


6. Quantos anos duraram o seu curso?


“O meu curso durou três anos.”


7. O que faz neste momento?


“Dou aulas.”


8. Gosta de dar aulas ou preferia trabalhar na área de Biologia Marinha?


“Preferia trabalhar numa área de Biologia Marinha mas também gosto imenso de dar aulas.”


9. Que experiência já tem nesta área (BM)?


“Tive trabalho de investigação com espécies da costa marinha portuguesa.”


10. É difícil arranjar emprego?


“Sim.”


11. Qual seria o emprego de sonho?


“Trabalhar num laboratório onde faça contacto directo com as espécies.”



Feito por:
Mafalda Monteiro nº13

entrevista sobre anorexia

Nome: Ana Paula Mourão Serrano
Idade:48 anos

Com que idade se manifestou a doença? Qual o seu motivo?
A anorexia manifestou-se com 13 anos e a bulimia com 15 anos.
Na escola primária gozavam com o meu peso então comecei a interiorizar que o ideal de beleza era ser demasiado magra.
Não gostava do seu corpo?
Nunca atingia a perfeição, queria ser sempre mais magra apesar de pesar menos de 38 kg.
Chegou a ser internada?
Não , mas andei em vários especialistas em Lisboa no qual tinha que ir de 15 em 15 dias e fazia tratamentos bastante intensivos.
Foi apoiada? Se sim por quem?
Sim bastante, embora na altura não fosse muito falado, os meu pais apoiaram-me bastante no combate do problema.
Qual o seu peso mínimo?
Cerca de 36 kg e 164cm, era demasiado magra, não arranjava roupa em nenhuma loja, apesar de sempre pensar que eu é que estava certa.
Quanto tempo durou a doença?
Cerca de sete anos, mas a preocupação com o meu peso continua até aos dias de hoje, mas não tanto desde o meu 1ºfilho.
entrevista de ines pereira

domingo, 23 de maio de 2010

Industria da moda





(clicar nas imagens para aumentar o tamanho)

Trabalho realizado por:
Carlota Jardim, nº2

segunda-feira, 10 de maio de 2010

rugby

1 Qual foi o clube que gostaste mais de jogar?


Ele onde gostei mais de jogar foi no direito



2 Com quantos e que começaste a jogar rugby?

Eu comecei a jogar com 10 anos



3 Porque quiseste ir jogar rugby?

Eu quis e jogar rugby porque é um desporto de equipa e duro fisicamente





4 Qual o teu jogador preferido de rugby?

Os meus jogadores preferidos de rugby são Bryan habana e brian o' driscoll



5 Em que posição e que costumas jogar?

Eu costumo jogar em centro, formação e ponta



6 Se fosses jogar para um clube internacional qual seria? Porquê?

Eu gostaria de jogar pelo Crusaders . PORQUE É UMA EQUIPA QUE PERTENCE A LIGA NEO ZELANDESA



7 Qual o jogador que tu detestas mais? Porquê?

O JOGADOR QUE DETESTO MAIS É O Rokocoko PORQUE APESAR DE SER MUITO BOM JOGADOR E MUITO COMVENCIDO





8 Se no futuro pertenceres a selecção nacional gostavas de ajudar a selecção a conquistar que

títulos?

EU GOSTAVA DE GANHAR O CAPEONATO DO MUNDO DE RUGBY 15 E DO SEVENS



9 Qual e a liga que tem melhor rugby?

A LIGA QUE TEM MELHOR RUGBY É LIGA INGLESA



10 Qual melhor jogador de rugby português? E mundial actualmente?

O MELHOR JOGADOR DE RUGBY ACTUALMENTE PORTUGUES E O VASCO UVA E MUNDIAL E O Jonny Wilkinson





11 Qual o melhor jogador rugby de sempre ?

O melhor jogador de rugby de sempre para mim é o JONAH lUMO





12 Qual lesão mais grave que já tiveste? E quanto durou?

A LESÃO MAIS GRAVE QUE EU TIVE FOI UMA INTORCE NO PE DIREITO QUE ME PUS DE MULETAS E DOROU DUAS SEMANAS










João  Garcia nº 9

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista à minha avó

Entrevistada: Maria Ana Camões
Idade: 79 anos



- Qual era a base da alimentação da sua família e da população local há 60 anos?

R: A alimentação era simples e humilde. As pessoas alimentavam-se à base dos produtos da terra, de acordo com a época do ano. Cultivavam um pouco de tudo: batatas, favas, pimentos, ervilhas, feijão, couve, repolhos. Normalmente era pão, azeitonas, sardinhas, alguma carne de porco, sopa de legumes frescos ou secos, arroz e batata. Doces e carne de vaca ou de aves só em dias de festa.

Também era comum comerem-se ovos mexidos. A última refeição era quase sempre os restos do almoço. As pessoas nunca deitavam comida fora.



- Como era o vestuário na época?

R:O vestuário era feito à base de linho e de lã. Os bebés usavam vestidos, utilizando fraldas de tecido, os rapazes vestiam calças ou calções com camisas ou camisolas mais quentes. Não havia sapatos para todos os dias, por isso, às vezes andavam descalços. As raparigas vestiam um vestido. Os homens usavam calças de cotim, camisas de pano, boné ou chapéu.



- As condições de habitação eram boas? Como era a casa onde habitava?

R: As casas eram baixas e caiadas de branco. De um modo geral, os interiores eram simples e modestos.

A casa onde habitava na altura era modesta, só com rés-do-chão, com o tecto revestido de canas por debaixo das telhas e com poucas janelas (e as existentes eram muito pequenas). Era uma forma de evitar o calor no Verão e o frio no Inverno.



- Como ocupava os tempos livres? Que diversões existiam?

R:   Os divertimentos estavam relacionados com as festas religiosas e com os trabalhos agrícolas (apanha do grão, ceifas) que eram muitas vezes, acompanhados por cantares ao desafio e os trabalhos domésticos (cuidar da casa e lavar a roupa, nos tanques ou no rio).
   Durante as festas do santo padroeiro de cada povoação faziam-se procissões, romarias, feiras e o povo divertia-se com bailes e jogos típicos da região. As crianças divertiam-se com brinquedos que elas próprias construíam.
   No Carnaval havia uma festa popular. Era festejado com brincadeiras, como atirar uns aos outros pó de arroz, farinha e água. As crianças vestiam-se com fatos que as próprias mães faziam.
   As mulheres nos seus tempos livres, conversavam sentadas às portas que davam para a rua ou então a fazer costura, bordar e a fazer rendas. Os homens ocupavam o seu tempo livre sentados na rua, ora junto á porta da sua casa ora num canto da rua. Os rapazes e as raparigas tinham as suas próprias brincadeiras conforme as suas idades.

 
 
- Quais eram os trabalhos existentes na época? Que profissões ocupavam?


R: As principais actividades das pessoas no campo eram a criação do gado e a agricultura. Muitos camponeses trabalhavam em terras que não lhes pertenciam, jornaleiros (trabalhavam à jorna, ou seja ao dia), criados ou assalariados. A vida dos camponeses era muito difícil, trabalhavam desde o nascer até ao por do sol.
   As longas tarefas que se sucediam ao longo do ano eram:

 A sementeira;
 A ceifa;
 A vindima;
 A extracção da cortiça;
 A apanha da azeitona;
 Guardar os rebanhos;

 

 
 
 



- Foi à escola? Até que ano?

R: Fui à escola até à 3ª classe e depois fui trabalhar.
   Havia escolas distintas para rapazes e raparigas. O uso diário da bata branca era obrigatório. As carteiras eram um banco corrido para duas alunas, os tampos levantavam-se para colocar a pasta no interior. Na parte mais elevada (horizontal), já que o tampo era levemente inclinado, havia ao centro o tinteiro de porcelana branco e de cada um dos lados, uma reentrância na madeira para colocar caneta, lápis e lápis de pedra.
   O transporte do material escolar fazia-se em malas de cartão.
   Na primeira classe havia caderno de duas linhas para treinar a caligrafia.
   Lembro-me que alguns alunos iam para a escola descalços, chovesse ou fizesse sol e alguns dos que se apresentavam calçados, quando chegavam a casa, descalçavam os sapatos para não os estragar, indo brincar de pé ao léu, mesmo jogando à bola.
- Com que idade começou a trabalhar?

R: Comecei a trabalhar com 11 anos e ganhava 10 tostões por dia.
   No meu tempo, após a 4ª classe, que nem todas conseguiam fazer, poucas raparigas continuavam os estudos, a maioria ficava por casa, onde aprendia as tarefas caseiras com a mãe, a quem ajudava na limpeza da casa, varrer, lavar (roupa, chão e louça), caiar, passar a ferro, cozinhar, bordar, costurar, etc.
   As outras, aos onze, doze anos, procuravam aprender um “ofício”, no meu caso foi o de costureira de homem, num alfaiate.



- Como eram os namoricos no seu tempo?

R: O interesse de um rapaz por uma rapariga era demonstrado primeiramente pela “corte” que consistia em ter os olhos nela o máximo de tempo possível, olhá-la, admirá-la, segui-la... Nessa altura dizia-se que fulano andava atrás de fulana e elas diziam que fulano lhe fazia a corte.
   Quando a corte era aceite e o namoro do agrado de ambas as famílias, e isto não podia acontecer em pouco tempo, o rapaz era convidado pela moça a ir pedir ao pai dela autorização para que o namoro se “oficializasse”.
   Já se sabia da resposta afirmativa, mas sempre dada com algumas restrições. O namoro era feito à janela com dias e horas marcadas que tinham de ser cumpridas. Nada de passeios juntos. No meu caso, namorava às 3ª e 6ª feiras. Competia à mãe fazer a companhia. Também se aproveitavam os bailes que se realizavam nas sociedades locais. Só quando se falava em casamento, o rapaz começava a entrar em casa dos futuros sogros, deixando de namorar à janela.



- Com que idade conheceu o avô? Quantos anos namoraram?

R: Comecei a namorar com o avô com 16 anos e namorámos 10 anos.



- Como foi o casamento? Houve festa? Quantos convidados?

R: Não me lembro quantos convidados eram...mas eram alguns! A festa foi em casa do noivo. No meu tempo, as pessoas deslocavam-se a pé da casa dos noivos para a igreja e, depois dessa cerimónia, iam também a pé da igreja para o local onde era servida a boda. O meu bolo de noiva foi um bonito bolo de massa, feito em casa pelas boleiras, que prepararam também todos os restantes bolos, o borrego guisado, a canja de galinha, o arroz doce e mais coisas. Eu fui a noiva mais bonita do ano!

 
 
Trabalho realizado por:
Vera Ferreira, nº23